Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Quando três é demais

Três era meu número de sorte, achava que vindo estampado em uma Abercrombie &  Fitch então... nada poderia ser melhor.
Sorte por que eu ficava só com as coisas boas, a gana pelo sexo, a parte descontraída da relação, não me preocupava em discutir, até por que não tinha o que discutir. Não tinha os problemas do cotidiano, não tinha que partilhar as agruras e muitas vezes nem sabia das alegrias. Mas mesmo assim achava que estava com sorte. Grande Rodrigo - pensava eu.
Só que essa sorte só existia na minha cabeça. Ou não?
Sorte por ser opção e não escolha?
Sorte por ficar com o que resto?
Sorte por se enquadrar dentro de uma brechinha do horário?
Sorte em estar sempre disponível, independente de dia, hora e local?
É, parece que a minha cartinha era de revés...
Quando estamos em um grau de carência, temos a infeliz tendência de acreditar que tudo pode ser diferente, e que o primeiro que te estende a mão e te da um afago é o que você merece.
Ledo engano, meu caro.
Não se contente em ser o outro, nem receber migalhas, ou você não aprendeu que é muito maior que tudo isso?
Até aprendeu, mas ficou cego com a ilusão de que o que tinha bastava e se contentava só com a ilusão. Infelizmente, a maioria das pessoas não são preparadas para perder. Mesmo sabendo que estão vivendo uma vida mais ou menos, não dão o braço a torcer, pensam que podem mudar o outro e que amanhã tudo muda, mera ilusão. Cada pessoa sabe onde lhe aperta o calo.

Não podemos obrigar alguém a nos amar, todos merecemos ter alguém digno de nosso amor e o respeito tem que existir em tudo.

Pareceu um tanto auto ajuda, né? Talvez seja o que precise.

2 comentários:

Fred disse...

Grande Rodrigo - (sempre) penso eu!

Lobo disse...

Ninguém muda ninguém, por nada. A gente só consegue ensinar truques novos no máximo, mas é só prensar contra a parede que se esquece tudo e volta a estaca zero.

A vida tem dessas...