Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

O .o. O. o. O tchuru tchuru ru ru.. O.o.O.o.O



Tinha uma música que eu adorava, achava linda, emocionante, bem feita, letra perfeita.
Foi quando um infeliz que eu amava muito mandou essa, com aquele ar distante e saudoso:
- Essa música me lembra tanto o fulano...
Daquele dia em diante, ouvir a tal música me dava embrulho no estômago, raiva incontrolável e vontade de morder alguém - exatamente o que eu senti na hora.
Ou seja, a canção acabou pra mim.
E é assim. Tem música pra formatura, casamento, festa de 15 anos, velório, igreja, mãe, pai, festa de família, primeira transa, namorado, amizade. A música que estava rolando quando você pagou aquele mico, ou quando recebeu a melhor, ou a pior notícia da sua vida. Trilhas involuntárias. Tem também as trilhas pensadas. Essas são assim: você tem algo a dizer, sente algo, e pensa, pensa numa música que diga tudo por você, uma música que explique, que dê esperança, que acalme, que esclareça, e que faça você ter aquela sensação de "puxa, como essa pessoa sabia exatamente o que eu sinto??". E acha - e aquela passa a ser a sua música, ou a música daquela situação, porque conta a sua história, diz o que você sente.
Teve um tempo em que eu escolhi uma canção tema, pra me acompanhar. Uma canção tema era isso, algo que me traduzisse, que fosse toda eu, que eu pudesse cantar pra eu mesmo toda vez que me sentisse mal, como se fosse mesmo a introdução de um capítulo importante da minha história que estivesse pra acontecer, e que eu tinha que protagonizar direitinho, da melhor forma que conseguisse. A canção tema me dava força, ânimo, e fazia com que eu fosse reconhecido, ainda que esse reconhecimento fosse só por mim mesmo. Como o tema do Hawaí 5-0, do Mad About You, do Harry e Sally, do Missão Impossível. E eu até empinava o nariz quando andava na rua escutando a canção tema dentro da minha cabeça, como se o mundo parasse pra me ver passar. Com o tempo, aquela canção deixava de fazer sentido, e eu percebia que era hora de mudá-la. E percebia também que eu tinha mudado. E escolhia outra, e outra, e outra. Que mudar é bom e faz bem. E nenhuma música fica eternamente nas paradas de sucesso. Agora, agorinha mesmo, estou sem canção tema. Fase difícil essa, a de escolha, a de indefinição. Acho que é porque uma canção tema tem que dizer quem eu "estou" agora, e eu ainda não sei direito. Sei que não sou aquele de antes. Mas também não sou ainda aquele de agora. Saco.
Mas tudo isso era pra perguntar pra você: qual é a sua canção tema? Diga-me. Assim posso lembrar de você sempre que eu a ouvir por aí. Porque a música é, acima de tudo, um excelente lembrador de pessoas.
:-)

It's Britney, beach!

Se vamos então ao glorioso litoral norte gaucho (sic). Beijones e bom findes.

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Porto Alegre Especial para Best Home.








Fotos são da Porto Alegre da primeira metade do século passado e a coleção bem mais completa de imagens você encontra no acervo do museu Joaquim Felizardo.

oh gosh!

_Vem!

Ta incrivelmente quente em Forno Alegre e o único jeito são as formas alternativas para espantar o calor, alguém se opõe?

a segunda vez que te conheci




Era uma vez um cara normal que se separa da sua mulher. Na nova fase, ele conhece uma prostituta e acaba mudando completamente a vida dela. Até o dia em que encontra a ex mulher e questiona novamente todas as suas escolhas.
Esse é A segunda vez que te conheci, o novo romance de Marcelo Rubens Paiva (do ótimo Feliz Ano Velho), 192 páginas de fácil e rápida digestão - recomendo.

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Nada pessoal.



Eu ando um saco. A minha vida anda um saco. Como disse Buda: Nada muda se você não mudar.

Eu mando notícias.

Quinta-feira, Janeiro 15, 2009