Não vou para Parsagada mas é quase, feriadaço pela frente e a família e eu só voltaremos na terça la do Farol de Santa Marta.
Beijos e mande lembranças minhas a Iemanjá.
Eu tive vontade de ir embora no meio da noite. Chegar em casa, aproveitar a solidão e tentar compreender sem pressa. Entender os meus motivos, apenas por uma questão de luxo. Me compreender não te envolve. Me exige. Tive vontade de chegar em casa no meio da madrugada. Ouvir música no mais baixo volume para preencher o vazio. Para ter companhia e aproximar. Me aproximar.
Eu ando completamente viciado em House (culpa da minha hermana), a série da Universal estrelada pelo charmosérrimo ator inglês Hugh Laurie, no papel de um médico tão brilhante quanto arrogante, irônico, provocativo e mais meia dúzia de adjetivos que fazem dele um chato adorável. E não é que ontem encontro sobre uma pareleleira da Cultura um livro assinado por Laurie? Além de ótimo ator, ele manda muito bem também escrevendo. Este seu livro de estreia - O Vendedor de Armas - foi super paparicado pela crítica. O New York Times Book Review e o Daily Telegraph não economizaram elogios para a trama, em que um ex-militar de elite recebe 100 mil dólares para matar um empresário americano e resolve avisar a vítima em vez de levar a missão a cabo. Um bom suspense com humor e lances inesperados - exatamente no espírito de House
Eu não estava distraído nem tinha disfarce algum quando ele me olhou. Ele não tinha nenhum disfarce quando eu o olhei. Mas não devia me permitir escorregar naquele mergulho de peixes quem sabe vorazes, isso só compreendo agora, e com esforço, sete dias depois de sua partida, uma garrafa de vinho tinto, a chuva se foi, restaram o frio e a umidade que amolece papéis e vontades, aberta ao lado da janela escancarada para a noite enorme lá fora, onde ruge uma cidade estufada de rumores e procuras. Preciso dizer neste momento, embora talvez não caiba aqui. Ainda que me tenha isolado assim drástico, ainda que elabore dentro de mim e da casa pacientes, irrefutáveis justificativas para ter cerrado as portas ao de fora, o humano que afastei através dos vidros coloridos, esse humano dói, palpita, ofega, tem ritmos suarentos fora de mim.
Tempos atrás comprei um celular que já vinha com músicas do ‘NSync. Ou seria dos Backstreet Boys? Ou do High School Musical? Sei lá, só levei o aparelho porque o modelo era bonitinho. Mas fiquei interessadíssimo nesse aplicativo lançado pela Nokia em parceria com a Knorr, batizado de O que cozinhar hoje? São 500 receitas e alguns outros recursos, como a criação de lista de compras, para facilitar a vida dos cozinheiros amadores. Entre as receitas, há quatro criações de chefs de restaurantes paulistanos: Bruno Fischetti, do P.J. Clarkes, Daniela França Pinto, do Lola Bistrot, Pier Paolo Picchi, do Picchi, e Renata Vanzetto, do Marakuthai. Por enquanto, o aplicativo só está disponível numa edição especial do modelo Nokia 5530, à venda exclusivamente no Carrefour. A partir do mês que vem, o aplicativo também estará disponível em outros modelos da marca, inclusive alguns mais simples e baratinhos (oba!!!).
Depois de não perder um capítulo da minissérie Dalva e Herivelto - Uma canção de amor, não tive escolha, fui atrás de algo pra ler. Quem se apaixonou pela história dos dois cantores que fizeram sucesso durante décadas no Brasil vai adorar saber mais. E nada melhor do que o livro Minhas Duas Estrelas, um depoimento detalhado dessa história de amor tumultuada dado pelo filho da dupla, Pery Ribeiro. Dalva foi eleita a Rainha do Rádio em 1951, mas muito por causa de Herivelto, que a lançou, ensinou-a a se vestir, a se comportar no palco e lhe deu um repertório impecável - a voz maravilhosa, ela já tinha. As brigas e idas e voltas do casal também ficaram famosas - mas nunca chegaram a ofuscar o talento de ambos.