Silêncio constrangedor.
Ou seria pausa dramática.
Big boss e eu, depois de repassar alguns tópicos e outra parametrizações sobre um futuro próximo, fica aquele clima de ' e agora José?'.
Ele puxa assunto falando de Larissa Riquelme, fala o quanto gosta de mulher e o prazer que tem em estar com elas, confidencia que sua atual esposa tem a metade de sua idade, e que esta ciente que o que interessa para ela não é o limite do amor dele, e sim o limite do AMEX, sabe que paga o preço por compartilhar a compainha dela, mas sabe também que o preço que ela paga, seu frescor e juventude, não tem h.stern que banque, então fica empatado, fala também que poderia ser um pouco mais rico se não pagasse tanta pensão para tantas ex's, mas ele acha justo, se ele for analisar, mesmo parecendo que foi ele, quem saiu perdendo da relação foram elas.
Gostei da serenidade dele, até porque ele não é nenhum Clooney, ou Gere, nem muito menos um Fagundes, mas é o tipo de pessoa que se pode conversar sobre tudo, que come do caviar ao ovo colorido de boteco, o homem comum que um mulher comum adoraria, mas mulheres assim para ele não são o seu alvo.
E lá pelas tantas ele bate na mesa: E você, meu garoto, tem destruido muitos corações?
Ensaio um riso sem graça, bem sem graça mesmo: É, faço o que posso.
É muito pouco, meu caro, não deixes que o trabalho te sufoque, nem que a ganancia tome conta, nem muito menos vire um mercenário, porque quando você se der conta, será tarde demais, e não existe nada mais triste do que uma pessoa amarga, que não viveu, apenas juntou e não usufruiu. Se permita loucuras, mesmo que as custe os olhos da cara, não vais querer a sua biografia meia boca, não é mesmo?
Assim, com um chute no saco ele finaliza a conversa. Vamos para uma reunião longuíssima, mas martelando o que me disse. O amargo que senti foi fichinha perto do café que tomei. A vida pode até ser cor de rosa, mas quando perdemos o foco, tem nuances de cinza que não combinam com nada.